Eu sou um planeta
Pequeno e denso
Meus dias passam devagar
As estações sempre quentes
Em mim o tempo passa devagar
Tenho o meu próprio sol
Mas também sei perder-me no espaço
Contraditória e imprevisível
Posso ser beira do mar com brisa fresca
Ou alto da montanha com ar escasso
Minha força é cósmica,
Inabalável
Sou verão com tempestade enfurecida
E Inverno com os pés na areia
Minhas marés desaguam nas feridas
Que a terra incendeia
Sou, às vezes, inóspita
Com uma superfície que
Sufoca
Afoga
Queima
Mas jamais esqueço
Como foi difícil aprender
A flutuar


ANDREIA ROBERT Nascida no Rio de Janeiro e especializada em compliance jurídico, faz da poesia um refúgio do trabalho burocrático. Gosta de caminhadas longas e filmes curtos. Ama começar um livro novo e ler a última página, não necessariamente nessa ordem.

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